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Retirada de tumor no cérebro devolve vida normal a jovem que teve epilepsia por quatro anos

Médicos do plano de saúde disseram que cirurgia não valeria a pena, mas mãe de Brenno Marty conseguiu procedimento pelo SUS

Brenno Marty, de 20 anos, foi diagnosticado com epilepsia aos 16 anos. O jovem viveu a adolescência, tida por muitos como a fase de descobertas e criação de novas habilidades, confinado em inseguranças e medos desencadeados por um dos principais sintomas da condição, as convulsões.

Os quadros eram provocados por um pequeno tumor localizado no cérebro de Brenno. Porém, vale ressaltar que essa não é a causa de todos os casos de convulsão. 

“Existem pessoas que têm epilepsia, mas não têm nada no cérebro, não têm uma alteração estrutural, mas existem pessoas que têm, às vezes, tumor, e ele acaba causando convulsão, como se ele fosse um elemento que provoca uma irritação”, explica o neurocirurgião e professor da escola de medicina da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná) Carlos Alberto Mattozo.

E acrescenta: “O nosso cérebro tem uma atividade elétrica que fica estável e, às vezes, a presença de um tumor pode causar como se fosse um terremoto — vai dar um distúrbio de condução elétrica e causar a convulsão. Ele [Brenno] foi um paciente em quem aconteceu isso”.

Brenno sofria com os ataques de convulsão, na maioria das vezes, à noite. Porém, ele e a mãe tinham receio de que o quadro acontecesse em outros momentos do dia.

“À noite, eu não sabia quando que eu tinha [convulsão], só quando acordava que minha mãe me contava ‘olha Brenno, você teve crise de convulsão hoje’. Eu ficava ‘que chato, né? Tive crise de novo’. Mas, acordado, às vezes, eu tinha insegurança de ter crise, ficava envergonhado de ter na frente de amigos, de familiares”, conta o jovem.

A condição era uma novidade para ele e para a família, já que as convulsões de Brenno se diferenciavam do “senso comum”.

“Eu nem sabia que era epilepsia, porque era um tipo de convulsão que eu não conhecia, conhecemos mais aquela convulsão que a pessoa cai, fica se batendo, né? E ele começou a ter convulsão enquanto dormia, só que era uma que tremia o olho, babava algumas vezes, enrijecia o corpo”, relata a mãe de Brenno, Alessandra Radulski.

Após o diagnóstico, o jovem começou o tratamento medicamentoso. Alessandra tinha ciência de que existia uma cirurgia que poderia acabar com as convulsões, já que elas eram causadas pelo tumor, mas os médicos do plano de saúde da família achavam que era um procedimento muito arriscado.

“Os médicos achavam que não tinha urgência em tentar uma cirurgia pelo motivo do tumorzinho que ele tinha ficar localizado na região da fala, da memória, que era arriscado”, diz Alessandra.

A família optou por seguir as recomendações dos profissionais. A mãe relembra emocionada as dificuldades e a insegurança causadas pela condição, que faziam com que ela hesitasse em deixar o filho sair de casa.

“Eu bloqueei bastante ele, não deixava ele sair, não deixava ele fazer nada. Então, foram quatro anos que eu segurei ele em casa por segurança, porque quando ele tinha uma crise acordado não tinha tempo de chamar alguém ou sentar no chão para não acontecer algum acidente. Isso me deixava bastante insegura e eu acabava passando isso para ele”, conta a mãe, chorando.

Foi durante uma das crises noturnas de Brenno, no início de fevereiro deste ano, que Alessandra encontrou a notícia que mudou a vida da família. O texto falava de uma cirurgia no cérebro realizada por Mattozo.

“Parece que veio como uma notícia assim ‘agora é a hora’, porque foi de madrugada, eu estava só na internet, eu não estava nem procurando nada sobre a doença, e apareceu essa notícia”, relembra, emocionada.

Brenno e Alessandra momentos antes da cirurgia
Brenno e Alessandra momentos antes da cirurgia

No mesmo dia, a mãe marcou uma consulta com o neurocirurgião.

No encontro, descobriu que a cirurgia, antes não recomendada, era possível — e o mais importante, pelo SUS (Sistema Único de Saúde), pois a família não tinha condições financeiras de arcar com o procedimento.

Antes da cirurgia, Brenno passou por “alguns exames de eletroencefalograma, que mostram a atividade elétrica cerebral”, lembra o médico. 

“Fizemos uma avaliação com uma neurologista especializada em crises convulsivas”, completa.

No dia 5 de agosto, a cirurgia bem-sucedida foi realizada no Hospital Universitário Cajuru, de Curitiba.

De acordo com a mãe, “a recuperação dele foi muito rápida, muito boa. Ele já saiu do centro cirúrgico conversando. Ele não teve dor, não teve absolutamente nada.”

Foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida ter feito a cirurgia%2C ter me livrado das crises e%2C após a cirurgia%2C nunca mais tive%2C graças a Deus. Para mim%2C foi uma bênção que aconteceu na minha vida

(Brenno Marty)

Hoje, o jovem de 20 anos mantém todos os cuidados pós-cirúrgicos necessários, mas já consegue, por exemplo, sair sozinho. Ele agora busca recuperar as oportunidades perdidas.

“A minha meta principal é achar um emprego com mais facilidade, porque quando eu tinha as crises era uma dificuldade para mim. Também sair com os amigos, que antes eu tinha insegurança, procurar uma namorada, que também era insegurança. Fazer várias coisas sozinho, sem depender de mãe, sem depender de ninguém, e curtir a vida”, revela.

Mesmo estando livre de sintomas, no início de novembro, Brenno ainda realizará uma ressonância magnética para confirmar se não há mais sinais do tumor e continuará tomando a medicação contra a epilepsia por cerca de um ano, como forma de garantia. Se as convulsões não retornarem, o remédio poderá ser retirado gradativamente.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Fernando Mellis

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Cirurgia do paciente Maurício realizada pelo Dr. Carlos Mattozo repercute em todo o Brasil e alcança mais de 57 milhões de pessoas

A cirurgia do paciente Maurício, que tocou violão durante a retirada de um tumor cerebral realizada pelo neurocirurgião Dr. Carlos Alberto Mattozo, ganhou destaque nacional e internacional.

Segundo a clipagem, a pauta alcançou mais de 57,4 milhões de pessoas, sendo 20,2 milhões apenas nas redes sociais — número que pode ser ainda maior, já que conteúdos virais em plataformas como o TikTok não foram totalmente contabilizados.

A história foi destaque em grandes veículos de comunicação como G1, Folha de S. Paulo, Terra, Correio Braziliense, Metrópoles, Record TV, Band News, GloboPlay, entre outros, além de ampla repercussão em rádios, TVs locais e nas redes sociais.

O caso reforça não apenas a complexidade do procedimento, mas também o impacto da informação em aproximar a sociedade dos avanços da neurocirurgia moderna.

Aqui os principais resultados de portais de notícias e TVs:

https://globoplay.globo.com/v/11848369/

https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2023/08/08/video-paciente-toca-violao-durante-cirurgia-de-retirada-de-tumor-no-cerebro-em-curitiba.ghtml

https://f5.folha.uol.com.br/voceviu/2023/08/produtor-musical-toca-violao-enquanto-e-submetido-a-uma-cirurgia-de-cerebro-assista.shtml

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/paciente-toca-violao-durante-cirurgia-no-cerebro-entenda-como-e-possivel,2870f774d5022cf33cfa8daa2228eb16nzdj0ifk.html

https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2023/08/5116327-paciente-canta-e-toca-violao-durante-cirurgia-para-retirada-de-tumor-cerebral.html

https://www.98fmcuritiba.com.br/paciente-toca-violao-durante-cirurgia-de-retirada-de-tumor-no-proprio-cerebro-em-curitiba/

https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/brasil/2023/08/paciente-canta-e-toca-violao-durante-cirurgia-para-retirada-de-tumor.html

https://www.oliberal.com/brasil/paciente-toca-violao-durante-cirurgia-de-retirada-de-tumor-no-cerebro-video-1.714928

https://www.pernambuco.com/noticia/ultimas/2023/08/paciente-canta-e-toca-violao-durante-cirurgia-para-retirada-de-tumor.html

https://www.sonoticiaboa.com.br/2023/08/11/paciente-canta-toca-violao-durante-cirurgia-retirar-tumor-cerebral-video

https://atarde.com.br/brasil/video-paciente-toca-violao-em-cirurgia-de-retirada-de-tumor-cerebral-1238597

Paciente toca violão durante cirurgia; veja vídeo

Rádio Band News – http://superacessoinfo.com.br/slide/imagem?idnoticia=68021385

https://opanorama.com.br/paciente-canta-e-toca-violao-durante-cirurgia-para-retirada-de-tumor-cerebral/

https://www.metropoles.com/colunas/fabia-oliveira/video-produtor-musical-viraliza-ao-tocar-violao-durante-cirurgia-no-cerebro

https://recordtv.r7.com/balanco-geral/videos/homem-impressiona-ao-tocar-violao-durante-cirurgia-para-retirar-tumor-cerebral-12082023

https://spdiario.com.br/noticias/saude/video-produtor-musical-emociona-ao-tocar-violao-durante-cirurgia-delicada-no-cerebro.html

https://plox.com.br/noticia/13/08/2023/musica-no-bloco-cirurgico-homem-toca-violao-durante-cirurgia-cerebral-em-curitiba

https://portalmedicinaesaude.com/paciente-canta-e-toca-violao-durante-cirurgia-para-retirada-de-tumor-cerebral-em-hospital-sus/

Paciente canta e toca violão durante cirurgia para retirada de tumor cerebral em hospital SUS

https://www.bandab.com.br/curitiba/video-produtor-musical-canta-e-toca-violao-durante-cirurgia-de-retirada-de-tumor-no-cerebro-em-curitiba/

Aqui os principais resultados nas redes sociais:

https://www.instagram.com/p/CvsFzsvgcar/

https://www.facebook.com/reel/833601531695006

https://www.facebook.com/portalr7/posts/pfbid0TmxUJ6vyxdgPe5LyJH1o1aL2bUrhiYmiqfDE7PQAedCbnMV7B5QeE2SLckeRcgtQl

https://www.facebook.com/jornaldiariodepernambuco/posts/pfbid02A9RRdJSzCiuH8qMZE1BdvThRUnotsp2puUvDSAJh5GtHxUiVqE2acS5A4Mr4zdV6l

https://www.facebook.com/watch/?v=656044029795628

https://www.facebook.com/watch/?v=680197513507498

https://www.facebook.com/BandNewsFmCuritiba/posts/pfbid0gghgEq2vhZCFrA7ZPWcxoysmzsfea3EFk4B1k831afHdtWf42eX41simTmcqH8CXl

https://www.facebook.com/watch/?v=1353385022196352

https://www.instagram.com/p/Cv24qDIsWGr/

https://www.facebook.com/camboriunoticias/posts/pfbid02L3sFBLMXRhryxrJEeKBcFT9Z3ezcY5eVywwdCbnVWjjvr5jR5ZSQF6uUcfyURJ1zl

https://www.facebook.com/portaldoholanda/posts/pfbid0k3Cs1nDY8G9fFT2oD3z2Ath5p3ArHSd2Q3HEroHg7J9CBLW5MJN5M674ryqYe6Hil

https://www.instagram.com/p/Cv8FhIRA8Zv/

https://www.facebook.com/EstadodeMinas/posts/pfbid0tjY8ohamLPJxvLuYQKW4WK7BU23211szyYs4xvdmEq2f1pgN3sHwawUuQemi5Tyul

https://www.facebook.com/portalleouve/posts/pfbid02UVM4uh5QNwdw84MdukPCW88r7kwsTdJSJcLnaQz3mnhR595XhGkdSxeJToERqE3kl

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Cirurgia rara ajuda a melhorar a vida de bebê de 6 meses

A pequena Antonela, de apenas 6 meses, enfrentava um desafio raro: um tumor no cerebelo que causava centenas de crises convulsivas.
A cirurgia realizada foi um passo essencial para devolver qualidade de vida e esperança à família. Cada caso reforça a importância da neurocirurgia pediátrica em oferecer soluções seguras e humanizadas para os nossos pacientes mais frágeis.

Materia completa: https://globoplay.globo.com/v/9325660/?s=0s

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Após cirurgia no crânio, especialista explica quadro de Chico Buarque; entenda

Em entrevista exclusiva à CONTIGO!, o neurocirurgião Dr. Carlos Mattozo explica quadro de Chico Buarque após sua cirurgia no crânio; confira detalhes

Nesta terça-feira (03), o cantor Chico Buarque passou por uma cirurgia delicada no crânio. Em suas redes sociais, o músico de 80 anos, realizou um procedimento para diminuir pressão intracraniana, no Hospital Copa Star, na zona sul do Rio.

Em entrevista exclusiva à CONTIGO!, o Carlos Alberto Mattozo, neurocirurgião dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, detalhou tudo sobre o procedimento e explicou qual sua gravidade, confira!

Qual o principal motivo da cirurgia?

Segundo Carlos, a cirurgia acontece quando o paciente já é idoso ou passou por um traumatismo craniano. “O principal motivo seria em situações de traumatismo craniano grave, onde o cérebro fica inchado e é necessário tirar uma parte do osso do crânio, um procedimento chamado hidrocefalia de pressão normal. Ela é bastante comum em pacientes idosos, a partir de 75 anos. Entre os sintomas que indicam a necessidade do procedimento, o paciente passa a ter um quadro de alteração cognitiva como perda de memória e alteração de aprendizado, por exemplo, além de incontinência urinária e alteração na caminhada”, inicia.

Qual a gravidade do procedimento?

O especialista explicou que a cirurgia não é considerada grave, apesar de ser em um local delicado do corpo. “É um procedimento de uma hora e meia de duração, onde é colocado um cateter dentro do cérebro, onde há o excesso do líquido, e esse cateter é passado por baixo da pele até a barriga, na cavidade do peritônio. Com isso, esse excesso de líquido passa a ser retirado de dentro do cérebro e direcionado para dentro da cavidade abdominal, aliviando a pressão”.

Questionado referente à idade de um paciente idoso em realizar a cirurgia, Carlos disse que não é um procedimento de alto risco. “Talvez o risco mais associado a esse tipo de procedimento pode ser alguma eventual rejeição à prótese ou uma infecção que obrigue a retirar esse dreno novamente“.

Pessoas com rotinas intensas precisam dessa cirurgia?

Carlos explicou que não. Não existe um tipo específico que necessita do procedimento. “Não há uma explicação do porquê algumas pessoas desenvolvem essa condição, mas acredita-se que seja um processo degenerativo do cérebro, assim como uma demência ou uma doença de Parkinson”.

Caso o paciente não realize a cirurgia ele ainda pode ter uma piora gradual dos sintomas, sendo assim fundamental fazer o procedimento para aliviar a pressão do crânio e impedir que se torne algo mais grave em uma maior velocidade.

Quais são os cuidados pós-operatórios?

Por fim, Carlos explicou que os cuidados são os mesmos que em outros procedimentos: cuidar da cicatriz, cuidar com os riscos de quedas e retornar às atividades de forma gradual, sem forçar nada. “Geralmente o tempo de recuperação é de dois dias no hospital até receber alta e, em alguns casos, necessita de fisioterapia para o paciente se reabilitar completamente”, finaliza o médico.

 

Alessandra Oliveira
Alessandra Oliveira é formada em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Possui passagem em assessorias de imprensa e atua como repórter da Contigo, escrevendo sobre televisão, entretenimento e famosos.
Matéria completa: https://contigo.com.br/noticias/exclusivas/apos-cirurgia-no-cranio-especialista-explica-quadro-de-chico-buarque-entenda.phtml#google_vignette
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Meio-Dia Paraná mostra os riscos do choque de cabeça

Após sofrer um trauma durante uma partida de futebol, um paciente ficou inconsciente e despertou dias depois já no hospital. Casos como esse mostram como os traumatismos cranianos podem ser graves e exigem atenção médica imediata. A avaliação rápida e o tratamento adequado fazem toda a diferença para a recuperação e a segurança do paciente.

Matéria completa: https://globoplay.globo.com/v/13335940/

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4 mil cirurgias: neurocirurgião de Curitiba inspira passos e se torna parte da família de pacientes

Sofia, Luis e Merces. Três nomes, três histórias e um ponto em comum: a luta pela vida. Eles fazem parte dos mais de 4 mil pacientes que encontraram esperança e renascimento nas mãos do neurocirurgião de Curitiba Carlos Alberto Mattozo. Com os centros cirúrgicos como segunda casa, o médico transmite confiança e tranquilidade enquanto conduz procedimentos complexos que incorporam técnicas avançadas e novas tecnologias. Cada decisão tomada reflete um compromisso inabalável com a cura e o bem-estar dos pacientes internados nos hospitais de Curitiba.

Movido pelo desejo de ajudar as pessoas, Carlos Alberto Mattozo deu seus primeiros passos na medicina em 1991. À medida que se aprofundava na compreensão do corpo humano, sua paixão pela neurocirurgia crescia, levando-o a especializações, mestrado e uma pós-graduação na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Desde cirurgias com pacientes acordados até procedimentos longos, enfrentou muitos desafios para alcançar a precisão necessária.

“Ao longo dos anos, aprimorei minha eficiência e passei a realizar alguns procedimentos em mais de uma etapa. Por exemplo, uma cirurgia que durou mais de 24 horas e precisou ser dividida em quatro turnos, ou outra que totalizou 30 horas de procedimento, em que a paciente pediu sorvete assim que acordou”, recorda o neurocirurgião de Curitiba.

Legado de neurocirurgião de Curitiba que inspira

Entre tantos pacientes do neurocirurgião de Curitiba, alguns encontraram não apenas cura, mas também inspiração para seguir seus passos. É o caso de Sofia Reig Stahsefski que, em 2020, foi levada às pressas para a emergência do Pequeno Príncipe, o maior hospital pediátrico do país, devido a um mal-estar e fortes dores de cabeça. Os exames revelaram um enorme tumor cerebral e indicaram a necessidade urgente de uma cirurgia. Hoje, aos 16 anos, ela celebra a vida e nutre o sonho de seguir a carreira na medicina. “Sempre sonhei em ser médica e, depois de tudo que passei, essa vontade só aumentou, com a certeza de que o Dr. Mattozo é um grande exemplo de como quero ser com os meus pacientes no futuro”, revela Sofia.

Outros pacientes eram colegas de trabalho de longa data antes de entrar pelas portas do consultório. O ortopedista Luis Eduardo Munhoz da Rocha viu a dinâmica da sua relação com o neurocirurgião Carlos Alberto Mattozo mudar quando um hematoma subdural o colocou como paciente no Hospital São Marcelino Champagnat, onde ambos atuam. “Minha recuperação foi tranquila e rápida, sem qualquer complicação. Sou grato pela competência e dedicação em todo esse processo, não apenas como meu médico, mas também como meu colega de trabalho com quem convivo há mais de duas décadas”, enfatiza.

Fator humano é essencial

Nos corredores dos hospitais, onde a vida e a esperança se entrelaçam, os médicos se tornam parte da família dos pacientes. Foi assim para Merces Moro Harger, quando um AVC hemorrágico de grandes proporções a fez passar por diversas cirurgias e a permanecer internada por mais de quatro meses no Hospital Universitário Cajuru. Segundo sua filha Mônica, as cirurgias salvaram a mãe e permitiram que ela visse seus netos nascerem e convivesse com sua família por mais vinte anos.

“Era abril de 2002 quando entreguei minha dor e esperança nas mãos do Dr. Mattozo, que cumpriu essa missão com maestria. Meses depois da alta, comemoramos o aniversário da minha mãe com uma linda festa, e ela escolheu entrar no salão de braços dados com o neurocirurgião, a quem passou a chamar de filho”, relata Mônica.

Para Sofia e sua família, a cirurgia realizada no Hospital Pequeno Príncipe também trouxe novos significados. A partir desse momento, a celebração de seu renascimento passou a fazer parte do calendário, e a foto com o médico ganhou um lugar especial no mural de casa, como uma lembrança constante dos motivos para serem gratos. “O pós-cirúrgico da Sofia foi bem complicado, mas o Dr. Mattozo esteve sempre conosco, nos fazendo acreditar que daria tudo certo. Hoje posso afirmar que nossa vida é outra por causa desse diagnóstico e dessa cura, que mudaram nossa forma de ver tudo”, reconhece Milena Reig Stahsefski, mãe de Sofia.

Amizade de 20 anos entre médico e paciente

“Os pacientes são a peça fundamental. Cada paciente que chega ao meu consultório traz consigo sua doença, suas angústias e sua família. É nesse momento que tento fazer o meu melhor, acalmando-os e explicando detalhadamente o que está acontecendo”, reforça o médico. Para ele, essa abordagem humanizada é essencial para proporcionar um tratamento mais eficaz e acolhedor.
Por trás das 4 mil cirurgias realizadas pelo neurocirurgião, estão histórias, vidas tocadas e famílias amparadas. É um cenário em que a gratidão se manifesta pela chance de poder viajar, cozinhar e reunir a família ao redor da mesa mais uma vez. “Em 2022, quando minha mãe descansou, o Dr. Mattozo esteve presente em sua despedida. Foram vinte anos de amizade, que procuro preservar em nome dela e do afeto pessoal. Da minha parte, faço como aprendi com a minha mãe, por isso não esqueço o presente de aniversário nem as datas especiais. Dedico-lhe a minha amizade e as mais sinceras palavras de incentivo e gratidão”, conta Mônica

 

Matérias: https://www.bemparana.com.br/bem-estar/saude-e-beleza/4-mil-cirurgias-neurocirurgiao-de-curitiba-inspira-passos-e-se-torna-parte-da-familia-de-pacientes/

4 mil cirurgias: neurocirurgião inspira passos e se torna parte da família de pacientes 

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Paciente canta e toca violão enquanto tumor no cérebro é retirado

O vidro da porta da sala cirúrgica ficou disputado, todos queriam ver o paciente tocar e cantar enquanto era operado. Mauricio Stemberg, 55, produtor fonográfico e musical, passou por uma cirurgia para ressecção de um tumor cerebral no dia 26 de julho, no Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba, pelo SUS.

Para garantir que nenhuma área do cérebro fosse afetada, Maurício cantou e tocou violão durante o procedimento. Sem sequelas, ele explica que a cicatriz é quase imperceptível do lado esquerdo de sua cabeça. A outra boa notícia é que o tumor não é maligno.

Série de convulsões e uma descoberta

Ele teve a primeira convulsão em uma noite de março. “Estava dormindo, acordei e caí no chão. Minha esposa chamou a ambulância e os médicos disseram que poderia ser devido ao estresse.”

Dois meses depois, houve a segunda convulsão, que também não foi investigada. Ele esteve de novo na unidade de saúde, tomou um calmante e voltou para casa.

O neurocirurgião Carlos Alberto Mattozo, que realizou a operação, informa que sempre que ocorre uma convulsão pela primeira vez é preciso investigar a causa, que pode ser um tumor cerebral, caso do músico.

No início de julho, Maurício teve a terceira convulsão, que, diferentemente do ocorrido nas anteriores das quais se recorda, diz não ter lembrança alguma do que houve antes de acontecer o episódio.

Ele relata que estava no estúdio gravando com uma cantora e chegou um primo dela para acompanhá-la. Ela iria gravar dez composições. No final da quinta música, ele sugeriu tomarem um café.

É a última lembrança dele antes de acordar no hospital, internado para exames, pois caiu ao se dirigir à cozinha e ficou uma hora desmaiado. A sorte foi que o primo da cantora o segurou, livrando-o de bater a cabeça no chão.

Na tomografia feita ao chegar no hospital, os médicos viram que havia algo a ser investigado e ele foi transferido ao Hospital Universitário Cajuru para fazer uma ressonância, que mostrou com nitidez o tumor na região do lobo temporal do lado esquerdo, que controla a linguagem em mais de 80% das pessoas.

Quando o médico trouxe o diagnóstico de tumor cerebral, falando que precisaria ser operado, não fiquei nervoso, nem balançado, o único sentimento que veio foi questioná-lo se poderia haver alguma sequela ou afetar a voz. Falei que era músico e, então, o cirurgião sugeriu o procedimento no qual pudesse ficar acordado, cantar e até tocar violão.
Mauricio Stemberg.

Doces coincidências

Imagem: Arquivo pessoal
Na sequência, há uma série de coincidências: o anestesista é músico amador, já tocou baixo e agora guitarra e o ajudou a ficar em uma posição confortável, afinal, ele cantou e tocou durante as 3 horas em que esteve acordado.

Ao final, o anestesista ganhou a palheta que Maurício usou. O paciente e o médico têm um amigo em comum que também é músico.

Maurício preparou um repertório especial que incluiu músicas autoriais, instrumentais e de cantores conhecidos, como Alcione.

O próprio médico disse que era impossível não aplaudi-lo ao final de cada canção e em alguns momentos foi preciso solicitar que tocasse com menos empolgação, pois mesmo com a cabeça fixa, a mesa cirúrgica se mexia conforme a intensidade dos acordes.”Foi muito emocionante a performance”, lembra Mattozo.

Como foi a cirurgia
Dentro da neurocirurgia, explica Leonardo Conrado Silva Lima, neurocirurgião do Hospital Português de Salvador, há as relacionadas ao tratamento de AVCs isquêmicos e hemorrágicos, doenças vasculares intracranianas, como é o caso de aneurismas, más-formações arteriovenosas cerebrais; neurocirurgia funcional para casos de epilepsia, por exemplo, para doenças congênitas, entre outras.

No caso relatado, Maurício foi sedado e ficou desacordado na primeira parte do procedimento para a realização de neuronavegação com um sistema computadorizado e luz infravermelha que auxilia na localização intraoperatória, na incisão e na abertura do crânio.

Na sequência, a sedação foi reduzida e o paciente despertado, ficando apto a responder a todas as perguntas durante o procedimento cirúrgico e executar ações, como tocar, cantar e conversar.

Mattozo esclarece que como há muitas regiões cerebrais relacionadas às habilidades de Maurício, ao finalizar a cirurgia, com ele conversando e tocando, a equipe médica ficou muito satisfeita, pois sabia-se que todo o cérebro foi testado e que ele acordaria muito bem.

A técnica empregada com o paciente acordado existe há algumas décadas, afirma o neurocirurgião do Hospital Português e visa, principalmente, diminuir sequelas neurológicas, comprometimento funcional e a morbidade.

Ao longo da cirurgia, os pacientes são testados em atividades básicas, treinadas com antecedência, que consistem em responder perguntas, leitura ou correlacionar figuras. São raros os que possuem habilidades musicais como o Maurício.

“Em alguns casos, é possível fazer o mapeamento antes da cirurgia, por meio de ressonância magnética funcional, delimitando as regiões do cérebro relacionadas à fala ou às funções motoras, mas também as fibras que conectam essas áreas, fornecendo informações mais precisas para ajudar o neurocirurgião no ato cirúrgico”, esclarece o professor da Li Li Min, professor titular de neurologia da Unicamp.

O neurocirurgião do Hospital Universitário Cajuru explica que o paciente não sente dor durante a cirurgia já que todo o couro cabeludo recebe anestesia local.

Além disso, apesar da dor ser consciente e processada no cérebro, este órgão não tem terminações nervosas, de acordo com o professor da Unicamp, então, a sensibilidade à dor é inexistente.

Fontes: Carlos Alberto Mattozo, neurocirurgião do Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba; Leonardo Conrado Silva Lima, neurocirurgião do Hospital Português de Salvador; e Li Li Min, professor titular de neurologia da Unicamp.

Veja mais em https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2023/10/05/enquanto-tumor-no-cerebro-e-retirado-paciente-canta-e-toca-violao.htm?cmpid=copiaecola

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Carlos Alberto, neurocirurgião, comenta sobre cirurgia de tumor cerebral

Carlos Alberto Mattozo, neurocirurgião, comenta sobre a cirurgia de um tumor cerebral em adolescente.
O procedimento, realizado em Curitiba, exigiu técnicas avançadas para garantir segurança e preservar as funções neurológicas.

Matéria: https://www.superacessoinfo.com.br/supervisualizador/visualizador.aspx?idanalisesubcanal=24276139&idemail=7431&idempresa=877

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Mãe deixa família em Rondônia para tratar tumor raro do filho adolescente em Curitiba

A cirurgia foi realizada pelo neurocirurgião Dr. Carlos Alberto Mattozo, utilizando técnicas avançadas para garantir precisão e segurança. Histórias como essa reforçam a importância da especialização e do acesso à neurocirurgia de alta complexidade para oferecer esperança e qualidade de vida às famílias.

Link: https://www.youtube.com/watch?v=Bd-SBdIHO4s